16/09/2019 – Operação «Resistência Elétrica» do Ipem-SP reprova fios e cabos elétricos

Fios e cabos elétricos estão entre os materiais mais importantes que formam a instalação elétrica de um imóvel. Risco da compra

de um material inadequado pode levar ao superaquecimento da fiação elétrica e provocar incêndio

O Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo), autarquia do Governo do Estado que tem como finalidade proteger o cidadão, realizou a operação especial “Resistência Elétrica” e encontrou irregularidades em fios e cabos elétricos apreendidos no comércio do Estado de São Paulo.

As equipes de fiscalização apreenderam mais de 327 quilômetros de fios e cabos elétricos irregulares. Ao todo foram 2.817 rolos de 100 metros cada e 34 bobinas de 500 metros. Segundo levantamento da área técnica do Ipem-SP, o material irregular corresponde a 22 empresas do país que produziram fios fora de normas de segurança.

Nesta operação, realizada de outubro de 2018 a agosto de 2019, foi possível detectar irregularidades na resistência elétrica no próprio local através de um equipamento portátil específico. Após essa detecção é realizada a apreensão ou interdição cautelar dos produtos e realizada nova avaliação para confirmação do resultado já em laboratório próprio.

Os fios e cabos elétricos estão entre os materiais mais importantes que formam a instalação elétrica de um imóvel. Eles são os responsáveis por levar a energia desde o ponto de entrada até os pontos de utilização como as tomadas e os interruptores. Para que a instalação seja segura e funcione corretamente é importante que as características dos cabos elétricos estejam em conformidade com os requisitos exigidos pela legislação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), órgão na qual o Ipem é delegado no Estado de São Paulo.

O ensaio de Resistência Elétrica é um dos principais parâmetros de qualidade dos cabos elétricos. Cada seção nominal (bitola) impressa na embalagem do produto corresponde a uma Resistência Elétrica especificada em normas para produção. Com esse parâmetro, é possível avaliar se a quantidade e qualidade do cobre utilizado foi adequado para a seção nominal (bitola) especificada na embalagem do produto. Quanto maior a Resistência Elétrica encontrada pior a qualidade do produto.

Quando um cabo elétrico possui em sua embalagem uma declaração do valor de seção nominal (bitola) mas na realidade esse valor é menor, induz o consumidor a comprar um produto inadequado para a utilização pretendida.

Um cabo elétrico mais fino do que o necessário terá maior resistência à passagem da corrente elétrica e assim quando vários aparelhos forem ligados à rede ao mesmo tempo ficarão submetidos a uma voltagem inferior àquela para a qual foram projetados, ocorrendo mau funcionamento desses aparelhos. Esse aspecto também poderá contribuir para um superaquecimento da fiação elétrica e inclusive podendo levar a um incêndio, até de enormes proporções, colocando vidas e patrimônios em risco.

Durante a operação “Resistência Elétrica” foram analisados cabos elétricos originados de 36 empresas, sendo que produtos de 22 empresas apresentaram resultados na resistência elétrica acima do permitido. Sendo que a grande maioria apresentou erros muito acima do permitido, chegando como exemplo um absurdo de 201% acima do tolerado em uma das amostras. A grande maioria dos produtos possuíam o selo do Inmetro, ou seja, as empresas fabricantes passaram pelo processo de certificação e foi comprovado que possuíam a capacidade de produzir cabos elétricos em conformidade com a legislação, porém esses resultados demonstram que tais empresas em sua rotina de trabalho, mesmo tendo capacidade técnica, não cumpriram com suas obrigações, colocando em risco todo consumidor usuário desses produtos e caracterizando assim uma não conformidade fraudulenta.

Diante desse cenário a ação do Ipem-SP terá a seguinte sequência: abertura de processo administrativo com autuação que irá gerar multa; comunicação ao Inmetro para cancelamento da certificação e do registro do fabricante e a obrigação de “recall” por parte dos mesmos e, comunicação oficial ao Ministério Público Estadual sobre as irregularidades constatadas para possível abertura de ação civil pública.

Acesse aqui a tabela com os produtos regulares e irregulares.

As empresas autuadas têm dez dias para apresentar defesa ao órgão. De acordo com a lei federal 9.933/99, as multas podem chegar a R$ 1,5 milhão.

Orientação para o consumo
O Ipem-SP disponibiliza para download o Guia Prático de Consumo, que traz dicas ao consumidor sobre o que observar na hora da compra de diversos produtos entre eles, embalados, têxteis, eletrodomésticos, itens que devem trazer o selo do Inmetro e também a utilização de balanças disponíveis em supermercados, padarias, açougues e outros tipos de comércio. Para o download do guia acesse https://bit.ly/2Grx3KS. Conheça as demais publicações da instituição de orientação ao consumidor, acesse https://bit.ly/2DDMjRm

Ipem-SP
O Ipem-SP é uma autarquia vinculada à Secretaria da Justiça e Cidadania do Governo do Estado de São Paulo e órgão delegado do Inmetro. Com uma equipe de fiscalização formada por especialistas e técnicos, realiza diariamente, em todo o Estado de São Paulo, operações de fiscalizações rotineiras em balanças, bombas de combustíveis, medidores de pressão arterial, taxímetros, radares, cronotacógrafos (tacógrafos), capacetes de motociclistas, preservativos, cadeiras de carro para crianças, peças de roupa, cama, mesa e banho, botijões de gás, entre outros materiais. É seu papel também proteger o consumidor para que este leve para casa a quantidade exata de produto pela qual pagou. Quem desconfiar ou encontrar irregularidades pode recorrer ao serviço da Ouvidoria, pelo telefone 0800 013 05 22, de segunda a sexta, das 8h às 17h, ou enviar e-mail para ouvidoria@ipem.sp.gov.br.

Fonte: Ipem-SP

02/04/2019 – Produção industrial sobe 0,7% em fevereiro, aponta IBGE

Por Bruno Villas Bôas | Valor
RIO – Após abrir o ano com queda mais forte que a prevista, a produção da indústria avançou 0,7% em fevereiro, na série com ajuste sazonal, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estimativa média de 23 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data era de um crescimento de 1,1%. O intervalo das projeções ia de queda 0,8% para alta de 2,7%.

O avanço praticamente recupera a queda de 0,7% do setor em janeiro, perante o mês anterior (dado revisado de queda de 0,8%). Em dezembro de 2018, a produção da indústria havia aumentado 0,3% (dado revisado de 0,2% de alta).

Quando comparada a fevereiro de 2018, a produção indutrial subiu 2%, ante expectativa de analistas de elevação de 2,4%. Por essa base de comparação, o setor havia recuado 2,6% em janeiro (dado revisado de baixa de 2,4%).

O setor acumula agora queda de 0,2% no ano e expansão de apenas 0,5% em 12 meses.

Categorias
Os bens duráveis e de capital foram os destaques positivos da produção industrial de fevereiro, puxados pelo melhor desempenho das montadoras de automóveis e caminhões no mês.

A produção de bens duráveis avançou 3,7% entre janeiro e fevereiro. Quando comparado ao segundo mês de 2018, o avanço de bens duráveis foi de 5,3%.

Em relação aos bens de capital, o IBGE mostrou avanço de 4,6% de janeiro para fevereiro, pela série com ajuste sazonal. A produção desses bens cresceu 7% na comparação ao mesmo mês do ano passado. Em 12 meses, a alta é de
5,6%.

«Cada uma dessas duas grandes categorias pesam algo como 15% da pesquisa e como tiveram taxas elevadas foram importantes para o avanço da indústria no mês», disse André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal Produção
Física (PIM-PF).

Os bens intermediários, por sua vez, tiveram queda de 0,8% em fevereiro. Na comparação a um ano antes, houve baixa de 0,4%. Neste caso, o resultado é influenciado tanto pela queda da produção de minério de ferro quanto de
petróleo.

Já a produção industrial de bens semiduráveis e não duráveis subiu 0,7% em fevereiro. Ante o segundo mês de 2018, o avanço foi de 3,2%.

(Bruno Villas Bôas | Valor)

Fonte: Valor Econômico

13/03/2019 – Fonte solar fotovoltaica assume 7ª posição na matriz elétrica Brasileira e ultrapassa nucleares

O Brasil acaba de superar a marca de 2.000 megawatts (MW) de potência operacional em sistemas de geração centralizada solar fotovoltaica, ou seja, usinas de grande porte, conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN).


Fonte: ANEEL/ABSOLAR, 2019. Última atualização 07/03/2019.

Segundo mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a fonte solar fotovoltaica, baseada na conversão direta da radiação solar em energia elétrica de forma renovável, limpa, sustentável e cada vez mais competitiva, atingiu um total de 2.056 MW de potência instalada operacional, o equivalente a 1,2% da matriz elétrica do País. Com isso, passa a ocupar a posição de 7ª maior fonte do Brasil, ultrapassando a nuclear, com 1.990 MW (1,2%) provenientes das usinas de Angra I e Angra II, localizadas no Rio de Janeiro.

Para o Presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk, a energia solar fotovoltaica agrega inúmeros benefícios para o progresso do Brasil. “A fonte contribui para a redução de gastos com energia elétrica, atração de novos investimentos privados, geração de empregos locais de qualidade, redução de impactos ao meio ambiente, redução de perdas elétricas na rede nacional, postergação de investimentos em transmissão e distribuição e alívio do sistema elétrico em horários de alta demanda diurna, como nos meses de verão”, destaca Koloszuk.

O Brasil possui hoje usinas solares fotovoltaicas de grande porte operando em 9 estados nas regiões Nordeste, Sudeste e Norte do País, com destaque para Bahia, Minas Gerais e Piauí.


Fonte: CCEE/ABSOLAR, 2019. Última atualização 07/03/2019

Segundo o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, o Brasil possui atualmente 73 projetos de geração centralizada solar fotovoltaica em operação, contratados por meio de leilões de energia elétrica do Governo Federal. “Desde o primeiro leilão federal realizado em 2014, o setor solar fotovoltaico trouxe ao Brasil mais de R$ 10 bilhões em novos investimentos privados e dezenas de milhares de empregos locais de qualidade. O Brasil tem um dos melhores recursos solares do mundo e estamos apenas começando a aproveitá-lo”, projeta Sauaia.

Competitividade em ascensão

A fonte solar fotovoltaica tem apresentado forte queda de preços, o que permitiu que a tecnologia atingisse um novo patamar de competitividade a partir do leilão de energia nova A-4 de 2017. Desde então, a fonte tem ofertado energia elétrica a preços médios inferiores aos praticados por outras renováveis, como a biomassa e as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).


Fonte: CCEE/ABSOLAR, 2018. Última atualização: 04/04/2018

Segundo o presidente executivo da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, o Governo Federal anunciou recentemente por meio de uma portaria do Ministério de Minas e Energia que fará seis novos leilões de energia nova nos anos de 2019, 2020 e 2021. “O setor solar fotovoltaico está preparado e a postos para participar de todos estes leilões, contribuindo para a expansão renovável da matriz elétrica brasileira a preços baixos. Já somos a segunda fonte renovável mais barata do Brasil e estamos prontos para ajudar o País a crescer com competitividade e sustentabilidade”, destaca Sauaia.

A ABSOLAR projeta que a tendência de redução de preços da fonte solar fotovoltaica deverá continuar pelos próximos anos, fazendo com que a fonte passe a assumir um papel de destaque cada vez maior na expansão da matriz elétrica nacional.

Fonte: Absolar

13/03/2019 – Produção industrial abre 2019 com recuo de 0,8%, aponta IBGE

A indústria brasileira produziu 0,8% a menos em janeiro de 2019, na comparação com o mês anterior, pela série com ajuste sazonal, conforme a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado devolve parte do avanço de 0,2% de dezembro de 2018.

O desempenho da produção industrial no início deste ano foi pior do que a média das expectativas de 24 analistas do mercado ouvidos pelo Valor Data, que previam recuo de 0,3% no período. O intervalo das projeções ia de queda de 1% a aumento de 0,7%.

Frente a janeiro de 2018, a produção das indústria industrial caiu 2,6%. Desta forma, o setor passou a acumular alta de apenas 0,5% em 12 meses, mantendo a perda de ritmo iniciada em julho do ano passado, indicou o IBGE.

Segmentos

A queda da produção industrial em janeiro foi disseminada entre as atividades que compõem o parque fabril do país – 13 dos 26 ramos pesquisados pelo IBGE tiveram queda no mês.

O maior impacto negativo veio do setor de farmoquímicos e farmacêuticos, cuja produção diminuiu 10,3% no início de 2019, em relação ao último mês de 2018. Segundo André Macedo, gerente da pesquisa, o comportamento está relacionado a uma empresa específica do setor.

«Uma fabricante mudou as férias coletivas de dezembro para janeiro. Isso fez com que o setor mostrasse um avanço maior em dezembro e agora uma queda em janeiro. Para além disso, é um segmento que tem tradicionalmente comportamento errático», disse.

Outras contribuições negativas importantes para o mês vieram das atividades extrativa (-1%), máquinas e equipamentos (-2,9%), celulose, papel e produtos de papel (-2,6%), coque e derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,8%) e outros equipamentos de transporte (-5,1%).

No campo positivo, o IBGE destacou o avanço de 1,5% na produção de alimentos, que acumulou 9,2% de alta nos últimos três meses. Esse resultado reverte parte da perda de 10,4% acumulada no período de julho a outubro de 2018.

Categorias

Na passagem de dezembro de 2018 para o primeiro mês deste ano, a produção da indústria de bens de capital recuou 3%. Frente a janeiro de 2018, o indicador mostrou baixa de 7,7%.

Segundo André Macedo, três segmentos foram responsáveis pela queda dos bens de capital: máquina e equipamentos (-2,9%), outros equipamentos de transporte (-5,1%) e a produção de caminhões.

«Na produção de caminhões, a queda está ligada à paralisação para férias coletivas. Também houve queda em máquinas agrícolas e bens de capital para indústria, segmento voltado à ampliação e modernização de fábricas», disse.

Ele acrescentou que o movimento de janeiro não é isolado. «São três meses de recuo de bens de capital, acumulando baixa de 10,2% no período. É uma categoria sensível ao ambiente, relacionado a investimentos que acontecem na economia», acrescentou.

Nos 12 meses até janeiro, a produção de bens capital segue em terreno positivo, com alta de 5,5% frente ao mesmo período do ano anterior.

Entre os bens intermediários, houve queda de 0,1% no mês em janeiro e de 1,3% perante um ano antes. Os bens de consumo semiduráveis e os não duráveis, por sua vez, registraram baixa de 0,4% e de 2,9%, respectivamente.

Quanto aos bens duráveis, a produção subiu 0,5% em janeiro, no comparativo com o mês anterior, mas teve decréscimo de 5,5% em relação a igual intervalo de 2018. Em 12 meses, a produção dessa categoria ainda acumula alta, de 5,8%.
Fonte: Valor Econômico

19/02/2019 – FGV: Economia cresceu 1,1% em 2018

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,1% em 2018, segundo o Monitor do PIB, calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Em dezembro, dado divulgado nesta terça-feira (19) que completa o cenário do ano passado, houve uma retração de 0,4%, tanto na série com ajuste sazonal (na comparação com novembro), quanto na série original (na comparação com dezembro de 2017), diz a FGV.

A indústria também apresentou retração nessas duas métricas (-0,8% e -3,1%, respectivamente). Na comparação com dezembro de 2017, além da indústria, também houve quedas expressivas no comércio (-2,6%), na formação bruta de capital fixo (-1,8%), no imposto (-1,7%) e, na importação (-6,8%).

Pela ótica da oferta, em base anual, apenas as atividades de construção e serviços de informação apresentaram retração quando comparadas com 2017 (-2,4% e -0,1%, respectivamente). Pela ótica da demanda, todos os componentes cresceram no ano, sendo a exportação o único componente a apresentar crescimento de 2018 menor do que o verificado em 2017.

Fonte: Valor Econômico

15/02/2019 – Demanda de energia no Brasil deve crescer 4% em 2019, segundo EPE

RIO – A demanda de energia do Brasil em 2019 deve crescer cerca de 4% em relação ao ano anterior, afirmou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Thiago Barral, nesta sexta-feira. Segundo ele, a estatal trabalha com uma projeção de crescimento do PIB de 2,3% para este ano. E, para 2020, a EPE utiliza como parâmetro a previsão de como parâmetro a previsão de crescimento do PIB de 2,7%.
«Estamos olhando para um ritmo de retomada do crescimento econômico», disse Barral em conversa com jornalistas, no escritório central da EPE, no Rio.
Termelétricas
O governo deverá decidir em até dois meses sobre a realização de um leilão específico para contratação de capacidade de termelétricas, disse Barral. «Acredito que ao longo de dois meses essa questão seja equacionada.» O presidente da EPE lembrou que foi concluída recentemente uma consulta pública sobre o tema, aberta pelo Ministério de Minas e Energia.
Segundo Barral, a EPE identificou no ano passado que o sistema elétrico brasileiro pode necessitar de aporte de potência. «Isso está na raiz da discussão do leilão de termelétricas», afirmou.

Um ponto importante a ser avaliado, destacou, é se os leilões de energia nova A-4 e A-6 (que negociam contratos de energia de novos empreendimentos com início de suprimento em 2023 e 2025, respectivamente) serão suficientes para garantir esse aporte de potência necessário. «A discussão está menos no mérito e mais na forma do leilão [de potência] e a interação [do tema] com os leilões A-4 e A-6», afirmou.

Fonte: Valor Econômico

14/02/2019 – Desemprego no Brasil deve ficar em 12,2% em 2019, projeta OIT

A taxa de desemprego brasileira deve ficar em 12,2% em 2019 e 11,7% em 2020, segundo projeções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgadas nesta quarta-feira em relatório intitulado «Perspectivas do Emprego e Questões Sociais 2019».

Em 2018, a taxa de desocupação média ao longo do ano ficou em 12,3%, vindo de 12,7% em 2017, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no fim de janeiro, com base em sua Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

Com isso, o número de pessoas sem emprego no Brasil deverá ficar em 12,7 milhões em 2020, sem melhora na qualidade do emprego. Segundo o IBGE, o país tinha no fim do ano passado 12,8 milhões de desocupados, quase o dobro do que quatro anos antes.

As projeções da OIT são baseadas nas expectativas de crescimento da economia na América Latina e Caribe, de 2% em 2019 e 2,6% em 2020. A entidade prevê crescimento para a economia brasileira de 2,4% em 2019.

A recuperação regional não deve resultar no mesmo ritmo de melhora no mercado de trabalho, destaca a OIT. Apesar da retomada econômica, a informalidade e a má qualidade do emprego continuam pesando na América Latina.

Nada menos do que 53% da população empregada atuam no setor informal, o que implica salário pequeno e limitado acesso a proteção social, benefícios vinculados à família e financiamento externo, diz a organização.

No Brasil, essa taxa é de 46% e no México, de 53,4%. No total, 2 bilhões de pessoas ocupavam um trabalho informal em 2016, representando 61% da mão de obra mundial.

Enquanto a criação de emprego aumenta no Brasil, a tendência é de o número de pessoas sem trabalho ter ligeira alta em Argentina, Chile e Peru, apesar de esses dois países continuarem a ter crescimento entre 3,4% e 4,2% neste ano.

A maior parte dos empregos criados na América Latina e Caribe nas últimas décadas foi no setor de serviços, que representa hoje 40% do total de empregos na região, comparado a 12% na manufatura. Com exceção das atividades financeiras, a informalidade continua propagada nos vários segmentos de serviços, diz a OIT.

A região, com uma das maiores taxas de informalidade no emprego, tem também uma das mais elevadas incidências de «pobreza multidimensional» (múltiplas carências).

O número de pessoas na pobreza extrema ou moderada na América Latina, vivendo com algo entre US$ 1,90 a US$ 3,00 por dia, deve em todo caso cair ligeiramente de 19,6 milhões neste ano para 18,7 milhões em 2020, se as boas perspectivas econômicas se confirmarem.

Globalmente, havia 172 milhões de desempregados em 2018, o que corresponde a uma taxa de 5%. Foi necessário apenas um ano para o desemprego mundial passar de 5% em 2008 para 5,6% em 2009, mas o retorno a níveis de antes da crise financeira global demorou nove anos, destaca o relatório.

Na hipótese de uma situação econômica estável, a taxa de desemprego deverá continuar a baixar em numerosos países, avalia a OIT.

No entanto, a entidade nota que riscos macroeconômicos aumentaram e já têm um impacto negativo no mercado de trabalho em vários países. O número de desempregados deve atingir 174 milhões de pessoas em 2020 em razão do aumento da população ativa.

Para a OIT, as más condições de trabalho são o principal problema mundial do emprego. A maioria de 3,3 bilhões de pessoas que tinham um emprego em 2018 sofre com ausência de segurança econômica, de bem-estar material e de igualdade de chances. Como agravante, novos modelos de negócios, favorecidos pelas novas tecnologias, atropelam normas do trabalho.

«Ter um emprego não garante sempre se ter um modo de vida decente», diz Damian Grimshaw, diretor de pesquisa na OIT. «A prova é que 700 milhões de pessoas vivem numa situação de extrema pobreza ou pobreza moderada, embora tenham um emprego.»

A desigualdade de gênero no mercado de trabalho continua forte, com participação de apenas 48% das mulheres e 75% dos homens. Ou seja, cerca de três pessoas entre cinco, dos 3,5 bilhões de pessoas que compõem a população ativa mundial em 2018, eram homens.

Fonte: Valor Econômico

14/02/2019 – Casa do Construtor cresce mais do que o dobro do setor

Especializada em locação de equipamentos para construção civil, a Casa do Construtor viu sua receita crescer 14,5% em 2018 em relação ao ano anterior, atingindo R$ 223 milhões. Com 260 lojas, a rede reforçou o apoio ao franqueado e intensificou a capacitação aos empregados das lojas, por meio de ensino a distância. Também melhorou o acesso aos dados de cada unidade com ferramentas de gestão, que permitem ao franqueado ter acesso remoto ao desempenho da sua loja.

Faça você mesmo. No ano passado, o varejo de materiais de construção cresceu 6,5% com relação ao ano de 2017, de acordo com dados da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). Além dos pequenos construtores, a rede também está trabalhando para expandir os negócios junto ao público adepto do ‘faça você mesmo’. Entre os produtos, estão lavadoras de alta pressão, capazes de limpar rejuntes e grandes áreas e extratoras voltadas para a limpeza de estofados, carpetes e tapetes. A rede espera chegar a 300 unidades até o fim de 2019.

Fonte: O Estado de São Paulo

11/02/2019 – Produção industrial cresce em 7 de 15 locais em dezembro

11/02/2019
Sete de 15 locais pesquisados apresentaram crescimento da produção industrial em dezembro, na comparação a novembro, de acordo com dados da Pesquisa Industrial Mensal – Regional (PIM Regional), divulgada na manhã desta quinta-feira pelo IBGE.

Na média das 14 regiões, a produção industrial cresceu 0,2% na passagem de um mês para o outro, conforme divulgou o IBGE na semana passada. Nesta sexta-feira, o instituto detalha esse resultado entre regiões do país.

Os maiores avanços percentuais foram registrados em Goiás (+10,5%), Rio de Janeiro (+4,3%) e Amazonas (+4%). Também cresceram Minas Gerais (0,7%), São Paulo (+1,4%), Paraná (0,2%) e Mato Grosso (+1,9%).

No terreno negativo aparecem como destaques Pernambuco (-5,1%), Região Nordeste (-4,9%), Rio Grande do Sul (-3,6%). Também recuaram Santa Catarina (-2,7%), Espírito Santo (-1,7%), Pará (-1,5%), Ceará (-1,4%) e Bahia (-1,2%).

Na comparação a dezembro de 2017, nove dos 15 locais pesquisados apontaram taxas negativas de produção. Por esse tipo de comparação, a indústria nacional recuou 3,6% em dezembro.

O IBGE também divulgou nesta sexta-feira o resultado fechado para o ano. Conforme o instituto, a produção cresceu em 11 dos 15 locais pesquisados, mostrando que a recuperação do setor foi disseminada.

Maior parque fabril do país, o Estado de São Paulo cresceu 0,8% em 2018, frente ao ano anterior. De novembro para dezembro de 2018, o avanço foi de 1,4% pela série com ajuste sazonal.

Fonte: Valor Econômico